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Pintura - Escolhas de Mário Silva

Pintura - Escolhas de Mário Silva

10
Nov25

"Assadora de Castanhas" - Vanessa Azevedo


Mário Silva

"Assadora de Castanhas"

Vanessa Azevedo

10Nov Assadora de castanhas - Vanessa Azevedo

A pintura "Assadora de Castanhas", da aguarelista portuguesa Vanessa Azevedo, é uma obra que capta uma cena do quotidiano urbano em Portugal, utilizando a técnica da aguarela, que lhe confere leveza e transparência.

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A composição centraliza-se na figura de uma vendedora de castanhas, sentada na rua, curvada sobre a sua faina.

A figura veste um casaco azul-esverdeado, avental em tons de vermelho e laranja, e um chapéu azul-escuro.

Está rodeada pelos seus materiais de trabalho: um moledo (cilindro de ferro) preto para assar as castanhas, visível no primeiro plano, e sacos e caixas rústicas.

A pose da figura sugere concentração e o trabalho manual de lidar com o fogo e as castanhas.

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O fundo da pintura é tratado de forma mais esboçada e atmosférica.

Um grupo de figuras humanas é visível ao longe, caminhando, o que sugere um ambiente de rua movimentada.

A paleta de cores é suave, dominada por tons de terra, ocres, azuis e castanhos, que se fundem de forma etérea, característica da aguarela.

O chão, em calçada, é sugerido através de pinceladas soltas.

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A obra de Vanessa Azevedo enquadra-se no género da pintura de género e do registo etnográfico, celebrando as tradições e as figuras humildes do quotidiano português.

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A Dignidade do Trabalho Popular: O tema central é a figura da assadora de castanhas, um ícone cultural e sazonal das cidades portuguesas (particularmente no outono e inverno).

Azevedo confere dignidade à trabalhadora, não a tratando como uma figura pitoresca, mas sim como um elemento central da vida urbana.

A pose curvada evoca o esforço e a dedicação ao trabalho manual.

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A Maestria da Aguarela: A técnica utilizada é o ponto forte da obra.

A aguarela permite à artista criar uma atmosfera translúcida e nebulosa, especialmente no fundo e nos contornos das figuras secundárias.

O uso de esfumado (sfumato) nas cores faz com que a figura central se destaque com mais definição, enquanto os transeuntes ao fundo se dissolvem na bruma, focando a atenção na vendedora e no calor do seu moledo (sugerido pelo vapor).

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O Contraste entre Foco e Ambiente: Há um contraste deliberado entre o foco nítido e a riqueza de cores na figura principal e a transparência e indefinição das figuras e do cenário no fundo.

Este contraste realça a importância do trabalho e do indivíduo no meio da multidão anónima da cidade.

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Em conclusão, "Assadora de Castanhas" é uma obra que comove pela sua simplicidade e sensibilidade.

Vanessa Azevedo utiliza a subtileza da aguarela para imortalizar um tema do quotidiano português, prestando homenagem à tradição e à resiliência da mulher no trabalho.

A pintura é um testemunho da capacidade da artista de capturar a luz e a atmosfera de um momento efémero com uma técnica que lhe confere uma beleza lírica.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Vanessa Azevedo

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05
Ago25

"Farol da Barra do Douro" - Manuel Araújo


Mário Silva

"Farol da Barra do Douro"

Manuel Araújo

05Ago Farol da barra do Douro - Manuel Araújo

A pintura "Farol da Barra do Douro" de Manuel Araújo é uma aguarela que representa a paisagem marítima ao entardecer ou amanhecer, focando-se no farol e no molhe na foz do rio Douro, no Porto.

A obra é caracterizada por uma paleta de cores suaves e pela luminosidade típica da aguarela.

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No primeiro plano, à esquerda, ergue-se o Farol de Felgueiras, reconhecível pelas suas listras horizontais vermelhas e brancas.

O farol é representado de forma sólida, mas com a leveza da aguarela, e está apoiado numa base de pedra que faz parte do molhe.

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O molhe, em tons de cinza e ocre, estende-se da esquerda para a direita, ocupando a parte inferior da composição.

As suas linhas diagonais e horizontais guiam o olhar para o horizonte.

A textura da pedra do molhe é sugerida pelas variações de tonalidade e pelas pinceladas.

No topo do molhe, na parte central da pintura, duas pequenas figuras escuras e estilizadas, que parecem ser um casal, estão sentadas, contemplando o mar, adicionando uma escala humana e um ponto de interesse emocional à cena.

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O mar ocupa o plano médio e o fundo, pintado em tons de azul claro, verde-água e lilás, com a superfície da água a refletir a luz do sol poente ou nascente.

As pinceladas na água são horizontais, criando uma sensação de calma e de reflexo suave.

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O céu, na parte superior da composição, é dominado por tons pastel de azul, lilás, amarelo pálido e laranja suave, fundindo-se de forma gradiente.

À direita, um sol estilizado, em tons de amarelo forte e laranja avermelhado, projeta um caminho de luz sobre a água, criando um reflexo vibrante.

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No canto inferior esquerdo, uma legenda manuscrita indica "PORTO - farol da foz do Douro".

A assinatura do artista, "M. Araújo 2020", e a data estão no canto inferior direito.

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Manuel Araújo, como artista valboense, tem uma ligação natural à paisagem do Porto e do Douro, e o "Farol da Barra do Douro" é um tema icónico que ele explora com uma sensibilidade particular na aguarela.

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A composição é diagonalmente dinâmica, com o molhe e o farol a guiar o olhar do observador do primeiro plano para o horizonte.

O farol e as figuras no molhe servem como pontos de interesse, quebrando a horizontalidade do horizonte.

A perspetiva é bem conseguida, criando uma sensação de profundidade e amplitude, convidando o observador a entrar na paisagem.

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O domínio da luz é um dos pontos fortes desta aguarela.

Araújo capta magistralmente a luz de um final de dia ou início da manhã, com o sol baixo no horizonte.

O reflexo do sol na água é particularmente bem executado, transmitindo o brilho e a cor do momento.

Essa luminosidade cria uma atmosfera de paz, serenidade e contemplação.

É um momento de transição e beleza natural.

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A paleta de cores é suave, mas expressiva.

Os tons pastéis do céu e os azuis e verdes da água combinam harmoniosamente, enquanto o vermelho vibrante do farol adiciona um contraste visual importante.

As cores não são apenas descritivas; elas transmitem a emoção do momento – a calma do entardecer/amanhecer e a beleza da paisagem.

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A escolha da aguarela é ideal para este tema.

A transparência e a fluidez da tinta permitem criar transições suaves de cor no céu e na água, e a luminosidade intrínseca da técnica realça o brilho da luz.

As pinceladas são controladas, mas mantêm a frescura e a espontaneidade da aguarela.

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O Farol da Barra do Douro é um símbolo do Porto, da navegação e da confluência entre o rio e o mar.

Representa um ponto de referência, segurança e orientação.

As figuras sentadas no molhe introduzem um elemento humano, sugerindo contemplação, encontro e a experiência partilhada da paisagem.

Podem simbolizar a ligação das pessoas ao mar e a um local de encontro e reflexão.

O farol, num por do sol, pode evocar um sentido de fim de ciclo ou de esperança para o novo dia.

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A pintura transmite uma forte sensação de tranquilidade e romantismo.

É uma cena que convida à meditação e ao apreço pela beleza natural e pela arquitetura humana em harmonia.

A presença das duas figuras, embora estilizadas, adiciona uma camada de emoção, sugerindo companhia e partilha de um momento especial.

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Em conclusão, "Farol da Barra do Douro" de Manuel Araújo é uma aguarela cativante que se destaca pela sua representação luminosa e atmosférica de um ícone do Porto.

Através do seu domínio da aguarela e da sua sensibilidade para a luz e cor, o artista cria uma obra que é simultaneamente um retrato fiel da paisagem e uma evocação poética de um momento de paz e contemplação.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Manuel Araújo

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05
Jun24

Óbidos (Portugal) - G. Rinaldis


Mário Silva

Óbidos (Portugal)

G. Rinaldis

Jun05 Óbidos -  G. Rinaldis

A pintura "Óbidos (Portugal)" de G. Rinaldis é uma aguarela que retrata uma casa branca com telhado de telha vermelha numa rua de paralelepípedos.

A pintura é bem composta e as cores são vibrantes.

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A casa é o elemento principal da pintura.

É uma casa branca com telhado de telha vermelha.

A casa tem duas janelas e uma porta.

A porta está aberta e há uma pessoa a sair da casa.

A rua é uma rua de paralelepípedos e está alinhada com árvores em ambos os lados.

As árvores são árvores verdes e estão em plena floração.

O céu é azul e há algumas nuvens brancas.

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A pintura é feita em aguarela que é uma técnica de pintura que usa pigmentos suspensos em água. A aguarela é conhecida por sua transparência e leveza.

A pintura usa perspetiva linear que é uma técnica de desenho que cria a ilusão de profundidade.

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A pintura "Óbidos (Portugal)" é uma bela e evocativa pintura de uma cena portuguesa.

A pintura é bem composta e as cores são vibrantes.

A pintura captura a beleza da cidade de Óbidos e do campo português.

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A pintura é bem composta.

A casa está posicionada no centro da pintura e as árvores em ambos os lados da rua criam uma sensação de equilíbrio.

As cores da pintura são vibrantes e atraentes. O branco da casa contrasta com o vermelho do telhado e o verde das árvores.

A pintura é bem iluminada. A luz do sol ilumina a casa e a rua e cria uma sensação de calor e convidatividade.

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A pintura poderia ter mais detalhes.

As figuras humanas na pintura são muito pequenas e é difícil distinguir seus rostos.

A pintura não é totalmente realista.

A casa é muito grande em relação à rua e as árvores são muito pequenas.

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A pintura "Óbidos (Portugal)" é uma bela e evocativa pintura de uma cena portuguesa.

A pintura é bem composta e as cores são vibrantes.

A pintura captura a beleza da cidade de Óbidos.

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A pintura está datada de 1998.

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Texto:  ©MárioSilva

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Pintura:  G. Rinaldis

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