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Pintura - Escolhas de Mário Silva

Pintura - Escolhas de Mário Silva

09
Nov24

"As Três Abóboras" - Eduardo Afonso Viana


Mário Silva

"As Três Abóboras"

Eduardo Afonso Viana

09Nov As Três Abóboras - Eduardo Afonso Viana

A pintura "As Três Abóboras", de Eduardo Afonso Viana, é uma obra marcante do modernismo português.

A tela apresenta uma composição vibrante e expressiva, com formas geométricas e cores intensas que se entrelaçam, criando um efeito visual impactante.

O protagonista da obra é um camponês que carrega uma abóbora de grandes dimensões sobre a cabeça, enquanto outras duas abóboras repousam à sua frente.

O fundo da pintura é composto por uma paisagem rural simplificada, com casas e árvores estilizadas.

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A obra de Viana revela uma forte influência do cubismo, movimento artístico que se caracterizava pela fragmentação das formas e pela utilização de planos geométricos.

A figura do camponês e as abóboras são decompostas em facetas, criando uma sensação de volume e profundidade.

As cores, vibrantes e contrastantes, contribuem para a sensação de movimento e dinamismo da composição.

As abóboras, além de serem elementos visuais marcantes, carregam um simbolismo rico.

Elas podem ser interpretadas como representações da fecundidade, da terra e da vida rural.

A figura do camponês, por sua vez, simboliza a força do trabalho e a resistência do homem diante das adversidades da natureza.

A pintura de Viana é uma síntese entre a tradição e a modernidade.

O artista utiliza elementos da pintura popular portuguesa, como a representação de figuras campesinas e a utilização de cores vibrantes, mas os reinterpreta à luz das novas tendências artísticas do início do século XX.

A obra de Viana transcende a mera representação da realidade, buscando transmitir uma emoção e uma experiência estética.

As cores vibrantes, as formas geométricas e a expressividade da figura central convidam o observador a uma imersão profunda na obra.

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Como conclusão, "As Três Abóboras" é uma obra-prima do modernismo português que revela a originalidade e a força expressiva de Eduardo Afonso Viana.

A pintura, ao mesmo tempo tradicional e inovadora, celebra a cultura rural portuguesa e a beleza da forma.

A obra de Viana continua a fascinar e a inspirar artistas e críticos de arte até os dias de hoje.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Eduardo Afonso Viana

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06
Set23

“Pousada de Ciganos” - 1923  - Eduardo Afonso Viana


Mário Silva

“Pousada de Ciganos” - 1923 

Eduardo Afonso Viana

S06 Pousada de Ciganos-1923 - Eduardo Afonso Viana

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“Pousada de ciganos” será o exemplo maior de uma série sobre o casario de Olhão que Eduardo Afonso Viana pintou durante os anos 20.

Semelhantes séries havia realizado sobre o Porto. A eleição deste tema é sem dúvida significativa do entendimento e consequentes limites que o pintor teve do Cubismo; um referente que apresenta uma volumetria cúbica bem delineada sob um céu mediterrânico nele espelhado e representado de um modo pré-cubista.

A lição cézanniana sente-se na procura construtiva de cada plano. A linha do horizonte, pendendo para a direita, acentua a obliquidade das outras linhas que ganham autonomia pictórica. Os planos cor de laranja, que na construção dos volumes são posteriores aos planos azuis, sobrepõem-se sensorialmente a estes contribuindo para o ritmo geral da composição.

 A presença de um branco intenso nas zonas mais iluminadas destes planos torna-se vibrátil e contribui para a sua autonomização enquanto puras superfícies. Assim, é dentro de uma lógica de sensações pictóricas, reenviando continuadamente para si mesmo e que ao referente consente apenas um resíduo sensorial de cor luxuriante, que esta pintura se aproxima do figural.

A dimensão construtiva e o sensualismo de cor conjugam-se aqui de um modo intuitivo, mais conveniente a Viana do que dentro de uma teorização formal a que o artista, mais despreocupadamente que alguns anos antes, terá voltado costas.

Todavia, se é na qualidade de ofício que reside esta poética, por oposição a uma vertente conceptual característica do Modernismo, é talvez na emergência deste aspeto, prometido pela paisagem, que surge um temor da sua desumanização abstrato-construtiva que repõe as figuras dos primeiros planos, apontadas sinteticamente, revelando um pitoresco que limita parcialmente o alcance descomprometido desta pintura.

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