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Pintura - Escolhas de Mário Silva

Pintura - Escolhas de Mário Silva

18
Out25

"Agricultores" - Manuel Araújo


Mário Silva

"Agricultores"

Manuel Araújo

18Out Agricultores - Manuel Araújo

A pintura "Agricultores", da autoria do pintor gondomarense Manuel Araújo, é uma obra contemporânea que retrata duas figuras masculinas envolvidas no trabalho do campo.

A composição é marcada por um estilo figurativo e semi-abstrato, onde o artista utiliza cores vivas e formas geométricas para estruturar o espaço.

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As duas figuras ocupam o primeiro plano e estão inclinadas sobre o solo, executando o trabalho com a ajuda de sachos.

A figura à esquerda veste uma camisa laranja vibrante e um chapéu de palha; a figura à direita veste uma camisa branca simples.

Ambas usam calças azuis fortes.

O solo é representado por grandes planos de cor castanha, divididos por linhas diagonais escuras que sugerem as secções da terra ou a geometria da plantação.

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No plano inferior esquerdo, destacam-se duas plantas de folhagem verde intensa, que introduzem um elemento de vida e crescimento na cena.

No horizonte, um conjunto de edifícios modernos, de cor branca e telhados vermelhos, contrasta com o ambiente agrícola.

A paleta de cores é composta por tons primários e secundários fortes, acentuados pelo contraste das cores frias (azul, verde) com as quentes (laranja, castanho).

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A obra de Manuel Araújo é uma reflexão sobre o trabalho, o espaço rural e a modernidade, executada com uma linguagem visual que se aproxima do expressionismo e da simplificação formal.

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A característica mais saliente da pintura é o contraste entre o trabalho agrícola, representado pelas figuras curvadas e o uso de sachos, e a presença da arquitetura moderna no horizonte.

Este contraste pode simbolizar a tensão entre o estilo de vida rural tradicional e o avanço da urbanização ou o desenvolvimento contemporâneo, um tema relevante na sociedade portuguesa.

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Araújo utiliza a simplificação das formas e a geometria (as linhas diagonais no solo, a rigidez das posturas) para conferir um carácter arquetípico aos agricultores.

As figuras perdem alguma da sua individualidade em favor de uma representação do trabalhador rural como um tipo universal, um símbolo da labuta e da ligação à terra.

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As cores fortes e não naturalistas (o laranja berrante, o azul saturado) são utilizadas para expressar a intensidade e a energia do trabalho.

A luz não é naturalista, mas sim simbólica, realçando a vitalidade das figuras e o verde das plantas, o que sugere esperança e o fruto do labor.

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Em conclusão, "Agricultores" é uma obra poderosa que utiliza a linguagem moderna para revisitar um tema clássico da arte: o trabalho no campo.

Manuel Araújo consegue, através da cor e da forma simplificada, não só prestar homenagem à dignidade do trabalho agrícola, mas também provocar uma reflexão sobre a coexistência (e, porventura, o conflito) entre o passado rural e o presente urbanizado.

A pintura é um testemunho visual da mestria do artista em evocar significado através da simplificação formal.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Manuel Araújo

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15
Ago25

"A Santa" - José Moniz


Mário Silva

"A Santa"

José Moniz

15Ago A Santa_José Moniz

A pintura "A Santa" de José Moniz é um retrato estilizado, focado no busto de uma figura feminina, possivelmente uma representação de uma santa ou figura religiosa, como o título sugere.

A obra é caracterizada por um estilo que remete ao vitral ou à arte sacra modernizada, utilizando formas geométricas e contornos bem definidos.

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A figura tem o rosto simplificado, com traços faciais mínimos – uma linha vertical para o nariz e uma linha horizontal para a boca – o que lhe confere uma expressão serena e impessoal.

O cabelo castanho emoldura o rosto.

A cabeça é coroada por uma auréola segmentada em tons de amarelo e bege, que se assemelha a um chapéu largo ou a um disco, reforçando a sua sacralidade.

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A figura está envolta em vestes que combinam tons de verde, amarelo e branco, com algumas áreas em rosa e um toque de azul vibrante à direita do rosto, que pode ser parte de um véu ou adereço.

As dobras e os volumes das vestes são sugeridos por linhas e blocos de cor.

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O fundo da pintura é de um verde sólido e uniforme, que realça a figura central e cria um contraste suave com as cores das vestes e da auréola.

Os contornos pretos ou escuros demarcam claramente cada segmento de cor, tal como acontece nos vitrais.

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"A Santa" de José Moniz é uma obra que se destaca pela sua abordagem moderna e expressiva da iconografia religiosa, combinando elementos tradicionais com uma estética contemporânea.

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Moniz emprega um estilo que evoca a técnica do vitral, com o uso de fortes contornos escuros que separam áreas de cor plana ou ligeiramente modulada.

Esta abordagem confere à pintura uma qualidade gráfica e arquitetónica, quase como se fosse um fragmento de uma peça maior de arte sacra.

A simplificação das formas e a abstração dos traços faciais não diminuem a expressividade, mas antes a concentram na postura e na aura da figura.

É um estilo que remete ao modernismo e ao “art déco”, com uma clara influência da arte religiosa bizantina ou medieval na sua iconografia simplificada e simbólica.

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A composição é centrada na figura da santa, com um enquadramento cerrado que foca a atenção no seu busto e rosto.

A auréola proeminente não é apenas um símbolo de santidade, mas também um elemento composicional forte que enquadra a cabeça da figura.

O fundo liso e monocromático evita distrações, permitindo que a figura principal se destaque plenamente.

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A paleta de cores é cuidadosamente escolhida.

Os tons de verde nas vestes podem simbolizar esperança, renascimento ou a natureza.

O amarelo da auréola evoca luz divina e santidade.

O toque de azul pode remeter à Virgem Maria, dado o seu simbolismo.

A forma como as cores são dispostas em segmentos geométricos confere-lhes uma luminosidade e uma pureza que reforçam o carácter sacro da obra.

A ausência de sombras profundas e a clareza das cores contribuem para uma sensação de transcendência.

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Apesar da simplificação dos traços faciais, a figura irradia uma serenidade e uma quietude que sugerem espiritualidade.

A ausência de uma expressão "humana" detalhada convida o observador a projetar as suas próprias emoções e contemplações, tornando a figura um arquétipo universal de santidade.

A aura e a dignidade da figura são comunicadas através da sua pose calma e da pureza das formas.

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José Moniz demonstra a capacidade de reinterpretar a iconografia religiosa de uma forma que é ao mesmo tempo respeitosa da tradição e inovadora em termos de estilo.

"A Santa" prova que a arte religiosa pode ser contemporânea e acessível, sem perder a sua ressonância espiritual e simbólica.

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Em suma, "A Santa" de José Moniz é uma pintura marcante pela sua estética de inspiração em vitrais e pela sua abordagem modernista à iconografia religiosa.

É uma obra que evoca serenidade e espiritualidade através da simplificação das formas, do uso expressivo da cor e de uma composição focada, tornando-a uma representação poderosa e contemplativa da santidade.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: José Moniz

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16
Jun25

"A Química do Amor" - Paulo Jorge Fontinha


Mário Silva

"A Química do Amor"

Paulo Jorge Fontinha

16Jun A química do amor_Paulo Jorge Fontinha

"A Química do Amor" de Paulo Jorge Fontinha é uma pintura abstrata que apresenta duas figuras humanoides estilizadas, compostas por formas geométricas e orgânicas.

As figuras possuem cabeças arredondadas com expressões sorridentes, olhos simples e cabelos sugeridos por traços escuros.

O corpo é formado por uma mistura de formas ovais, retangulares e curvas, com cores vibrantes como amarelo, rosa, vermelho e azul, complementadas por respingos e traços dinâmicos.

O fundo claro realça os elementos coloridos, criando um contraste que dá movimento e energia à composição.

A data "2024" e a assinatura "Fontinha" aparecem no canto inferior direito.

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O título "A Química do Amor" sugere uma representação metafórica da ligação emocional e química entre duas pessoas.

As duas figuras podem simbolizar um casal, unido por linhas e cores que evocam interação e energia, como se a "química" fosse visualizada através de respingos e formas entrelaçadas.

A paleta de cores quentes (vermelho, rosa) e frias (azul) pode indicar a dualidade e o equilíbrio das emoções no amor.

A abstração permite uma leitura subjetiva, convidando o observador a interpretar a relação entre as figuras como um processo dinâmico e fluido.

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A obra destaca-se pela sua abordagem expressionista, onde as emoções prevalecem sobre a forma realista.

O uso de cores vivas e traços espontâneos reflete uma energia caótica, típica da paixão, mas a composição equilibrada sugere harmonia.

A técnica de respingos e sobreposições de formas pode ser vista como uma tentativa de capturar a imprevisibilidade do amor, embora possa levar a uma leitura menos focada para quem prefere narrativas mais definidas.

Fontinha demonstra capacidades na manipulação de texturas e cores, criando uma peça visualmente envolvente, mas a falta de contexto narrativo pode limitar sua acessibilidade a um público mais amplo.

É uma obra que brilha na sua originalidade e na evocação de sentimentos, alinhando-se bem com a tradição da arte abstrata contemporânea.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Paulo Jorge Fontinha

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27
Set24

"Romeu e Julieta" do pintor flaviense Luiz Nogueira


Mário Silva

"Romeu e Julieta"

Luiz Nogueira

27Set Romeu e Julieta - Luiz Nogueira

A pintura intitulada "Romeu e Julieta" do pintor flaviense Luiz Nogueira traz uma interpretação contemporânea e vibrante da clássica história de amor.

A obra mistura elementos surrealistas e figurativos, criando uma atmosfera única e dramática, cheia de simbolismos visuais que oferecem uma nova perspetiva à conhecida narrativa shakespeariana.

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A composição é dominada por três figuras principais: duas personagens num beijo delicado, que parecem representar Romeu e Julieta, e um terceiro personagem, que toca violino e está vestido como um arlequim, com uma máscara que remete ao teatro e à “commedia dell'arte”.

O fundo da obra é preenchido com um tom verde profundo, contrastando com o colorido dos trajes e os detalhes amarelos das luas crescentes que flutuam pela cena.

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As figuras de Romeu e Julieta são estilizadas, com um forte uso de cor, principalmente nos cabelos de Julieta, que são tingidos de um vermelho brilhante.

Romeu, por outro lado, é retratado de forma mais suave, com tons dourados na sua pele e cabelos.

O arlequim, com uma expressão triste, parece representar o papel de narrador, ou alguém que observa a tragédia silenciosamente.

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A obra de Luiz Nogueira subverte a tradição visual ao trazer o romance de "Romeu e Julieta" para um contexto de cores vibrantes e surrealismo.

As figuras têm um aspeto quase escultural, com as suas formas lisas e exageradas, que conferem uma dimensão atemporal e quase mitológica à pintura.

O beijo entre os amantes, posicionado no centro da composição, é o foco de toda a atenção, com as mãos de Julieta cuidadosamente posicionadas no ombro de Romeu, como se quisesse eternizar o momento.

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O personagem do arlequim sugere uma alusão ao teatro e à dualidade entre tragédia e comédia, tão presente nas obras de Shakespeare.

O violino, instrumento frequentemente associado ao lamento e à melancolia, reforça a natureza trágica do destino dos amantes.

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As luas crescentes espalhadas pela composição podem simbolizar o ciclo de amor e perda, repetindo-se ao longo da história.

As cores contrastantes e o uso ousado de formas geométricas contribuem para o caráter onírico da obra, transformando o que normalmente seria uma cena de dor e sofrimento numa visão quase mágica e cheia de fantasia.

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A presença do guarda-chuva vermelho à direita da tela, juntamente com as pedras em que o arlequim se apoia, pode ser interpretada como uma metáfora para proteção e precariedade.

O guarda-chuva, um objeto associado à proteção contra as intempéries, parece frágil em relação à tempestade emocional que permeia a cena.

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Em suma, "Romeu e Julieta" de Luiz Nogueira é uma obra que oferece uma releitura moderna e surrealista da famosa tragédia romântica.

Com as suas cores ousadas, figuras teatrais e simbolismo visual, a pintura provoca uma reflexão sobre o amor, a perda e a eterna dualidade entre a tragédia e a comédia da vida.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Luiz Nogueira

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31
Jul24

Neblina no Rio - Alcino Rodrigues


Mário Silva

Neblina no Rio

Alcino Rodrigues

Jul31 Neblina no Rio_Alcino Rodrigues 21

A pintura "Neblina no Rio" é uma obra de arte contemporânea do artista português Alcino Rodrigues.

A obra, realizada em óleo sobre tela, retrata um rio envolto em neblina, cercado por árvores em tons de verde e castanho.

A neblina, densa e opaca, obscurece parcialmente a visão do rio e da margem oposta, criando um efeito de mistério e suspense.

As árvores, altas e frondosas, erguem-se majestosamente ao lado do rio, com as suas copas entrelaçando-se e formando um arco natural sobre a água.

A paleta de cores da obra é predominantemente verde e castanha, com toques de azul e cinza na neblina.

A luz natural do sol infiltra-se através da neblina, criando um efeito de iluminação suave e difusa.

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A pintura "Neblina no Rio" é uma obra rica em simbolismo e significado.

A neblina, presente em todo o quadro, pode ser interpretada como uma metáfora para a vida.

Assim como a neblina obscurece a visão, a vida também pode ser obscura e incerta.

As árvores, por outro lado, representam a força e a resiliência da natureza.

Elas erguem-se majestosamente, mesmo no meio da neblina, simbolizando a capacidade de superar os desafios da vida.

A paleta de cores da obra, predominantemente verde e castanho, evoca uma sensação de calma e tranquilidade.

A luz natural do sol, infiltrando-se através da neblina, representa a esperança e a promessa de um novo dia.

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A composição da obra também é digna de nota.

A linha do horizonte é baixa, o que dá à neblina uma sensação de imensidão e poder.

As árvores são posicionadas de forma simétrica, criando uma sensação de equilíbrio e harmonia.

A perspetiva da obra é linear, o que guia o olhar do observador para o rio e para a neblina.

 

Em resumo, a pintura "Neblina no Rio" é uma obra de arte bela e significativa que explora temas como a vida, a natureza, a esperança e a superação.

A obra é rica em simbolismo e significado, e a sua composição é bem equilibrada e harmoniosa.

 

A pintura "Neblina no Rio" é uma obra de arte interessante e complexa que convida o observador a refletir sobre a vida e a natureza.

A obra é rica em simbolismo e significado, e sua composição é bem equilibrada e harmoniosa.

A neblina, presente em todo o quadro, é o elemento central da obra e pode ser interpretada de diferentes maneiras.

As árvores, por outro lado, representam a força e a resiliência da natureza.

A paleta de cores da obra, predominantemente verde e castanho, evoca uma sensação de calma e tranquilidade.

A luz natural do sol, se infiltrando através da neblina, representa a esperança e a promessa de um novo dia.

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A pintura "Neblina no Rio" é uma obra de arte de boa qualidade que merece ser apreciada por todos os amantes da arte.

A obra é rica em simbolismo e significado, e sua composição é bem equilibrada e harmoniosa.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Alcino Rodrigues

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28
Fev24

"A Bailarina" - Elizabeth Leite


Mário Silva

"A Bailarina"

Elizabeth Leite

F28 A Bailarina - Elizabeth Leite

Nasceu em 1982 e fez a sua primeira exposição em 2004, na sala de exposição da Escola Universitária de Artes de Coimbra, escola onde completou a Licenciatura em Pintura.

Realizou, até à data, 26 exposições coletivas e 11 mostras individuais.

A sua obra foi distinguida, em 2005 e em 2007, com uma Menção Honrosa no Prémio Aveiro Jovem Criador; em 2006 venceu o Primeiro Prémio do Aveiro Jovem Criador. Recebeu, ainda em 2006, uma Menção Honrosa na Bienal de Pintura de Penafiel.

A singularidade da pintura de Elizabeth Leite é que coloca uma primeira aparência de encenação ao serviço de uma complexa figuração de forças e de movimentos.

Quero dizer: onde o olhar mais impaciente encontra um espaço interior familiar em graus diferentes de intimidade, o que nesse plano de fruição não é errado, outros olhares verão, nessa mesma cena, e no excesso dos corpos e no grito das cores e na energia do próprio gesto da pintora e na expressividade dos objetos, um mundo em estado de reconfiguração permanente, ora apaziguamento e serenidade, ora tenção, ora limiar tranquilo de violência e de crimes.

Elizabeth Leite não pinta o mesmo momento desse devir (mundo, visível). Pinta os tempos desse devir e “a secreta loucura, os saltos de imaginação e de humor, o medo da morte, as coisas inexprimíveis” (António Lobo Antunes) que estão imanentes, mas disfarçadas, na aparente normalidade das existências e nas situações que parecem não ter “mistério”.

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24
Fev24

"Figura feminina com bebé" (1989) - Margarida Cepêda


Mário Silva

"Figura feminina com bebé" (1989)

Margarida Cepêda

F24 Figura feminina com bebé, 1989 - Margarida Cepêda

Margarida Cepêda (Lisboa, 1959) é uma pintora portuguesa contemporânea, conhecida pela sua obra figurativa que explora temas como a polaridade feminina, o simbolismo e a espiritualidade.

Frequentou a Escola António Arroio e a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde concluiu o curso de Pintura em 1983.

Cita Leonardo da Vinci como referência fundamental, mas também reconhece a influência de paisagistas como Georges de La Tour, Turner e Friedrich, e de artistas como Manet, os pré-rafaelitas, Blake, os Simbolistas, Gustav Klimt, Mucha, Rodin e Brancuzzi.

A sua obra explora a polaridade feminina, retratando a mulher em diferentes estados e contextos, muitas vezes com um toque mágico e surrealista.

Combate o abafamento da pintura figurativa e utiliza o simbolismo para transmitir mensagens complexas e profundas sobre a vida, o universo e a espiritualidade.

A sua técnica é meticulosa e detalhada, com um domínio notável da luz, da cor e da composição.

Predominam as cores vibrantes, com destaque para o azul, o vermelho e o dourado, que criam uma atmosfera rica em simbolismo.

Realizou diversas exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, desde 1982.

Recebeu vários prémios e distinções, como o Prémio de Pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes (1983) e o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (1998).

A sua obra está representada em coleções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro.

Margarida Cepêda é uma artista singular que ocupa um lugar de destaque no panorama da pintura portuguesa contemporânea.

A sua obra, rica em simbolismo e espiritualidade, convida o observador a uma viagem introspetiva e a uma reflexão sobre a natureza humana e o universo.

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08
Fev24

"Paisagem campestre com figuras" - Lucília de Brito (1918-2007)


Mário Silva

"Paisagem campestre com figuras"

Lucília de Brito (1918-2007)

F08 Paisagem campestre com figuras_Lucília de Brito (1918-2007)

Lucília de Brito foi uma pintora portuguesa nascida em 1918 e falecida em 2007. Ela é reconhecida pela sua contribuição para a arte contemporânea em Portugal, principalmente através da sua obra expressionista abstrata.

Nascida em Lisboa, Lucília de Brito estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e na Slade School of Fine Art, em Londres. A sua formação artística foi influenciada pelo modernismo europeu e pela abstração lírica. Ela também foi influenciada pela cultura portuguesa e suas tradições artísticas.

A obra de Lucília de Brito é caracterizada pela sua expressividade e uso vibrante de cores. Ela frequentemente explorava temas como a natureza, a paisagem portuguesa e as emoções humanas.

A sua técnica incluía pinceladas vigorosas e uma abordagem gestual à pintura, refletindo a sua busca por uma expressão pessoal e emocional na sua arte.

Ao longo de sua carreira, Lucília de Brito participou em várias exposições coletivas e individuais em Portugal e no exterior.

A sua obra está presente em coleções públicas e privadas, sendo reconhecida como uma importante figura na cena artística portuguesa do século XX.

Apesar de sua morte em 2007, o legado de Lucília de Brito continua a ser celebrado e a sua obra permanece como parte significativa do cânone da arte contemporânea portuguesa.

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24
Jan24

Sem Título (1991) - Ilda David (1925–2004)


Mário Silva

 

Sem Título (1991)

Ilda David (1925–2004)

J24 Sem Título 1991 - Ilda David

Ilda David foi uma pintora portuguesa nascida em 1925 e falecida em 2004. Ela é conhecida pelas suas contribuições para a arte contemporânea em Portugal, principalmente nas décadas de 1950 e 1960.

Ilda David nasceu em Lisboa, Portugal, em 1925.

Estudou na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde teve a oportunidade de aprimorar as suas habilidades artísticas.

Ilda David destacou-se como uma pintora abstrata e expressionista. Ela foi uma das pioneiras da arte abstrata em Portugal, o que a tornou uma figura importante na cena artística do país.

Ilda David é conhecida pelo seu estilo artístico abstrato, que muitas vezes incorpora formas geométricas, cores vivas e texturas ousadas em suas obras.

As suas pinturas frequentemente exploram temas abstratos e emocionais, evocando sentimentos e estados de espírito por meio de cores e formas.

A pintora teve várias exposições individuais e coletivas ao longo de sua carreira, expondo seu trabalho em galerias e museus em Portugal e internacionalmente. Ela recebeu reconhecimento pela sua contribuição à arte contemporânea em Portugal.

Ilda David influenciou outros artistas contemporâneos e contribuiu para a evolução da cena artística em Portugal, especialmente no contexto da abstração e da expressão artística.

Deixou um legado duradouro na arte contemporânea em Portugal, sendo lembrada por suas obras abstratas e pela influência que teve sobre a comunidade artística. As suas pinturas continuam a ser apreciadas e estudadas como parte importante da história da arte em Portugal.

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18
Dez23

"Neva em New York" (New York in snow) - Vishalandra Dakur


Mário Silva

"Neva em New York" (New York in snow)

Vishalandra Dakur

D18 New York in snow_Vishalandra Dakur

Vishalandra Dakur é uma artista contemporânea premiada da Índia. Ela nasceu em Hyderabad em 1950 e é uma artista autodidata.

As suas primeiras pinturas eram estudos de realismo, mas ela passou a um estilo mais abstrato. O seu trabalho frequentemente explora temas de natureza, espiritualidade e condição humana.

Dakur recebeu vários prêmios pelo seu trabalho, incluindo o Prêmio Lalit Kala Akademi Estadual, o Prémio Lalit Kala Akademi Nacional e o Prémio Padma Shri do Governo da Índia.

O seu trabalho foi exibido em galerias e museus em todo o mundo, incluindo a Galeria Nacional de Arte Moderna em Nova Delhi, o Museu Victoria e Albert em Londres e o Museu de Belas Artes de Boston.

Algumas das obras mais notáveis de Dakur incluem "Meadows", "Field Fog" e "Evening Light". Essas pinturas são caracterizadas pelo uso de cores fortes, pinceladas expressivas e um senso de movimento e energia. Elas também são notáveis ​​pelo uso de simbolismo e alegoria.

Dakur é uma artista altamente respeitada que fez uma contribuição significativa para a cena artística indiana. O seu trabalho é tanto visualmente atraente quanto instigante, e continua a inspirar e envolver espetadores em todo o mundo.

Aqui estão alguns detalhes adicionais sobre a vida e obra de Vishalandra Dakur:

Ela começou a desenhar e pintar desde jovem, e seu talento foi rapidamente reconhecido por seus professores e mentores.

Ela estudou arte na Hyderabad Art School, mas não concluiu a sua educação formal.

Ela começou a exibir o seu trabalho no início dos anos 1970, e rapidamente ganhou reputação por suas habilidades e originalidade.

Ela viajou extensivamente por toda a Índia e pelo mundo, e o seu trabalho foi inspirado pelas suas experiências em diferentes culturas.

Ela é uma artista prolífica que produziu uma grande obra, incluindo pinturas, desenhos e esculturas.

Vishalandra Dakur é uma verdadeira mestre na sua arte.

O seu trabalho é um testemunho do seu talento, dedicação e paixão pela arte.

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