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Pintura - Escolhas de Mário Silva

Pintura - Escolhas de Mário Silva

04
Out25

"As Escaleiras" - Alfredo Cabeleira


Mário Silva

"As Escaleiras"

Alfredo Cabeleira

04Out As escaleiras - Alfredo Cabeleira

A pintura "As Escaleiras", do pintor flaviense Alfredo Cabeleira, representa um fragmento de um ambiente rural ou de uma habitação antiga, com um foco nas escadas de pedra.

A obra, executada com uma técnica que parece combinar o desenho e a pintura, utiliza tons terrosos, cinzentos e azuis para criar um ambiente de serenidade.

A escadaria, feita de pedras de forma irregular, ganha vida com a aplicação de sombras e luzes, que realçam a sua textura e volume.

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O artista utiliza uma paleta de cores harmoniosa, em que os tons quentes da pedra se misturam com os tons frios das paredes circundantes.

A iluminação é fundamental na obra, destacando o jogo de luz e sombra nas escadas e nas paredes, o que confere profundidade à composição.

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A obra de Alfredo Cabeleira é um exemplo da sua capacidade de capturar a essência da arquitetura tradicional portuguesa, em particular a da região de Trás-os-Montes.

A pintura "As Escaleiras" pode ser interpretada de diversas formas:

O Tempo e a Memória: A obra evoca a passagem do tempo, com as pedras desgastadas pelas intempéries e pelos anos de uso.

A pintura pode ser vista como uma homenagem à história e à memória de um povo, refletida na simplicidade e na durabilidade das suas construções.

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O Minimalismo e a Beleza do Quotidiano: A obra de Cabeleira mostra a beleza que pode ser encontrada nos elementos mais simples e corriqueiros da vida.

O artista eleva um objeto comum, como uma escadaria, a uma obra de arte, convidando o observador a olhar para o mundo com mais atenção e a apreciar a estética do quotidiano.

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A Relação entre o Homem e o Espaço: A escadaria, ao ser o ponto focal, simboliza uma transição ou um percurso.

A pintura pode ser interpretada como uma metáfora da jornada da vida, com as suas subidas e descidas, e a solidez da pedra a representar a força e a resiliência humana.

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Em conclusão, "As Escaleiras" de Alfredo Cabeleira é uma obra que combina o realismo com uma sensibilidade poética.

O artista utiliza uma técnica refinada para capturar a textura e a luz, mas o verdadeiro poder da pintura reside na sua capacidade de evocar emoções e reflexões sobre a vida, o tempo e a cultura.

A obra é um testemunho da capacidade de Cabeleira de encontrar a beleza nos detalhes e de imortalizar a tradição e a história de uma região.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Alfredo Cabeleira

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23
Out24

"Arco dos Melos (atual Porta do Soar), Viseu (antiga porta da cidade)" - Domingos Rebêlo


Mário Silva

"Arco dos Melos (atual Porta do Soar),

Viseu (antiga porta da cidade)" 

Domingos Rebêlo

23Out Arco dos Melos (actual Porta do Soar), Viseu (antiga porta da cidade) - 1947 - Domingos Rebêlo

A pintura de Domingos Rebêlo captura a essência histórica e quotidiana da cidade de Viseu, retratando o icónico Arco dos Melos, uma das antigas portas de entrada da cidade.

A obra, datada de 1947, apresenta um estilo realista que valoriza os detalhes arquitetónicos e a vida quotidiana da época.

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O arco de pedra, com a sua estrutura imponente e rústica, domina a composição.

A perspetiva escolhida pelo pintor permite ao observador sentir a grandiosidade da porta e a passagem do tempo que ela testemunhou.

A rua que se estende além do arco é repleta de vida: pessoas transitando, carregando fardos, e carros de bois estacionados.

As figuras humanas, vestidas com trajes típicos da época, conferem à cena um caráter autêntico e histórico.

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As cores utilizadas por Rebêlo são vibrantes e quentes, contrastando com a tonalidade mais fria da pedra do arco.

A luz, que incide sobre a cena, cria um efeito dramático e realça as texturas e volumes das diferentes superfícies.

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A pintura de Rebêlo é um importante documento histórico e cultural, registrando um momento específico da cidade de Viseu e a importância do Arco dos Melos como marco arquitetónico e ponto de passagem.

O pintor demonstra um grande domínio da técnica realista, retratando com precisão os detalhes da arquitetura, das vestes e das expressões das pessoas.

A cena retratada é rica em detalhes da vida quotidiana da época, permitindo ao observador imaginar como era a vida na cidade de Viseu no passado.

A pintura evoca um sentimento de nostalgia, transportando o observador para um tempo em que a vida era mais simples e as relações humanas mais próximas.

Ao retratar o Arco dos Melos, Rebêlo contribui para a valorização do património histórico e cultural da cidade de Viseu.

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Em conclusão, a pintura "Arco dos Melos" de Domingos Rebêlo é uma obra de grande valor histórico e artístico.

Através de uma técnica precisa e de uma composição rica em detalhes, o pintor captura a essência de um lugar e de um tempo, convidando-nos a uma viagem no tempo e a uma reflexão sobre a importância da preservação do património cultural.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura: Domingos Rebêlo

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21
Jun24

Criança lavando - Laura Blanco Rivas


Mário Silva

"Criança lavando"

Laura Blanco Rivas

Jun21 Criança lavando - Laura Blanco Rivas

A pintura retrata uma criança lavando, e a autora é atribuída a Laura Blanco Rivas, uma pintora portuguesa.

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A pintura mostra uma jovem menina vestida com um vestido azul e um avental branco, num ambiente que sugere uma cena doméstica antiga.

Ela está de frente para uma balde de zinco, com as mãos imersas na água, provavelmente lavando algo.

O fundo parece ser o interior de uma casa, com detalhes que sugerem um armário e uma cortina.

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A técnica de pinceladas soltas e a ênfase nas qualidades de luz e cor são características do impressionismo, que parecem estar presentes nesta obra.

A textura das pinceladas dá vida à pintura, sugerindo movimento e a textura dos tecidos e da água.

A paleta de cores é suave e natural, com predominância de tons azuis e terrosos, que conferem uma sensação de nostalgia e simplicidade.

O tratamento da luz é notável, com a luz suave que ilumina o rosto da menina, criando um foco que atrai o olhar do observador.

A luz também cria um contraste interessante com as sombras do ambiente, adicionando profundidade à composição.

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A menina é claramente o foco da pintura.

O seu olhar direto para o observador cria uma conexão imediata e emocional.

A posição do corpo e a atividade em que está envolvida sugerem uma cena cotidiana e íntima.

Os detalhes no fundo, embora não estejam em foco, adicionam contexto e enriquecem a narrativa da pintura.

Eles ajudam a situar a cena num tempo e lugar específicos, sugerindo um ambiente rural ou de época.

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O rosto da menina é expressivo, com uma mistura de serenidade e curiosidade.

O seu olhar parece contemplativo, talvez refletindo a monotonia da tarefa ou um pensamento mais profundo.

A pintura evoca sentimentos de simplicidade, inocência e talvez uma leve melancolia.

A atividade de lavar, algo tão mundano, é retratada com uma dignidade e beleza que transcende a banalidade do ato.

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Pinturas como esta muitas vezes exploram temas do cotidiano e dão visibilidade a tarefas domésticas e figuras que geralmente são negligenciadas na arte mais grandiosa ou histórica.

A pintura pode ser vista como uma celebração da vida simples e das tradições, refletindo um tempo passado e uma conexão mais próxima com as tarefas diárias e a natureza.

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A pintura "Criança lavando" de Laura Blanco Rivas é uma obra que combina técnica impressionista com uma profunda sensibilidade emocional.

Ela capta um momento íntimo e cotidiano com uma beleza que celebra a simplicidade da vida.

Através do uso habilidoso de luz, cor e composição, a artista cria uma conexão emocional com o observador, oferecendo uma janela para um mundo de inocência e reflexão.

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Texto: ©MárioSilva

Pintura:  Laura Blanco Rivas

03
Mar24

"A Porta Antiga" - Fernando Mires


Mário Silva

 

"A Porta Antiga"

Fernando Mires

M03 Porta antiga - Fernando Mires

A pintura representa uma porta antiga de madeira, ladeada por duas pilastras de pedra.

A porta está entreaberta, revelando um vislumbre de um espaço interior escuro.

A superfície da porta é gasta e desbotada pelo tempo, com várias rachaduras e marcas de desgaste.

As dobradiças da porta são de ferro forjado e estão enferrujadas.

Acima da porta, há uma pequena janela com moldura de madeira.

A luz natural ilumina a cena, criando um contraste entre as áreas claras e escuras da pintura.

A paleta de cores é predominantemente sóbria, com tons de marrom, preto e cinza.

Há alguns toques de cores mais vibrantes, como o verde das plantas que crescem ao redor da porta e o azul do céu que se pode ver através da janela.

A pintura é rica em detalhes, como as texturas da madeira e da pedra, as marcas de desgaste na porta e as dobradiças enferrujadas.

A perspetiva da pintura é realista, com a porta posicionada no centro da tela e as pilastras de pedra em primeiro plano.

A pintura "A Porta Antiga" pode ser interpretada de várias maneiras. Uma interpretação possível é que a porta representa um portal para o passado. A superfície gasta e desbotada da porta sugere que ela já existe há muito tempo e que muitas pessoas já passaram por ela. O espaço interior escuro pode ser visto como um símbolo do mistério e do desconhecido.

Outra interpretação possível é que a porta representa uma metáfora para a vida. A porta entreaberta pode ser vista como um símbolo da oportunidade, enquanto o espaço interior escuro pode ser visto como um símbolo dos desafios e incertezas que a vida apresenta.

A pintura também pode ser interpretada como uma simples representação de uma porta antiga. A beleza da pintura reside na sua simplicidade e na sua capacidade de evocar diferentes emoções e interpretações no observador.

 

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