"Tendo como base o dia 29 de fevereiro (ano bissexto), ou seja, mais um dia de trabalho, o pintor português Mário Silva, pintou em 2024 uma obra que intitulou ""Sou do Contra", em que incentiva não ao trabalho extra, mas ao descanso.
No dia adicional que surge de cada quatro anos, o 29 de fevereiro de 2024, o pintor português Mário Siva escolheu desafiar a norma. Em vez de encarar este dia como uma oportunidade para mais trabalho, Siva pintou “Sou do Contra”, uma obra que serve como um manifesto visual para a valorização do descanso e da reflexão pessoal.
A pintura apresenta um homem sentado num banco, vestido com um casaco escuro estampado, camisa clara e calças escuras. Os sapatos brancos do homem e a maneira como ele segura o braço direito com a mão esquerda transmitem uma postura casual e contemplativa. O fundo da obra possui linhas verticais e tons de azul que sugerem reflexos de uma superfície de vidro, talvez indicando que o banco está situado num espaço público com grandes janelas ou numa paragem de autocarro.
A escolha de Silva ao retratar um momento de pausa em “Sou do Contra” pode ser vista como uma crítica à cultura de excesso de trabalho. A pose do homem e o ambiente ao redor, que mistura elementos realistas e abstratos, refletem a complexidade da vida moderna e a necessidade de momentos de introspeção.
O título “Sou do Contra” e a representação de um indivíduo em repouso no meio de um cenário que evoca a vida urbana são uma declaração artística contra a corrente de produtividade incessante. A obra de Silva convida o observador a contemplar o valor do tempo para si mesmo, em contraste com a pressão social para estar sempre em movimento.
A obra é marcada por uma textura granulada e salpicos de cor, características que reforçam a expressividade e a modernidade do estilo de Silva. A assinatura no canto inferior direito atesta a autoria artística da peça, diferenciando-a de uma fotografia casual.
Em “Sou do Contra”, Mário Silva não apenas criou uma obra de arte visualmente cativante, mas também transmitiu uma mensagem poderosa sobre a importância de desacelerar e valorizar o tempo de inatividade, especialmente num dia que é em si um presente do calendário: o 29 de fevereiro.
Nasceu em 1982 e fez a sua primeira exposição em 2004, na sala de exposição da Escola Universitária de Artes de Coimbra, escola onde completou a Licenciatura em Pintura.
Realizou, até à data, 26 exposições coletivas e 11 mostras individuais.
A sua obra foi distinguida, em 2005 e em 2007, com uma Menção Honrosa no Prémio Aveiro Jovem Criador; em 2006 venceu o Primeiro Prémio do Aveiro Jovem Criador. Recebeu, ainda em 2006, uma Menção Honrosa na Bienal de Pintura de Penafiel.
A singularidade da pintura de Elizabeth Leite é que coloca uma primeira aparência de encenação ao serviço de uma complexa figuração de forças e de movimentos.
Quero dizer: onde o olhar mais impaciente encontra um espaço interior familiar em graus diferentes de intimidade, o que nesse plano de fruição não é errado, outros olhares verão, nessa mesma cena, e no excesso dos corpos e no grito das cores e na energia do próprio gesto da pintora e na expressividade dos objetos, um mundo em estado de reconfiguração permanente, ora apaziguamento e serenidade, ora tenção, ora limiar tranquilo de violência e de crimes.
Elizabeth Leite não pinta o mesmo momento desse devir (mundo, visível). Pinta os tempos desse devir e “a secreta loucura, os saltos de imaginação e de humor, o medo da morte, as coisas inexprimíveis” (António Lobo Antunes) que estão imanentes, mas disfarçadas, na aparente normalidade das existências e nas situações que parecem não ter “mistério”.
António Carmo (1949-2010) foi um pintor português contemporâneo conhecido por sua obra marcante e versátil, que abrangeu uma variedade de estilos e temas ao longo de sua carreira. Nascido em Lisboa, Portugal, em 1949, Carmo desde cedo demonstrou interesse e talento para as artes visuais.
Ele frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde recebeu uma formação académica sólida em pintura, desenho e outras disciplinas artísticas. Durante os seus anos de formação, ele foi influenciado por uma variedade de movimentos artísticos contemporâneos, incluindo o surrealismo e o expressionismo abstrato, mas eventualmente desenvolveu um estilo próprio que incorporava elementos de realismo mágico e simbolismo.
A obra de António Carmo é caracterizada por uma profunda introspeção e uma sensibilidade poética única.
Ele frequentemente retratava paisagens urbanas e rurais de Portugal, bem como figuras humanas, animais e objetos do cotidiano, em composições que muitas vezes tinham um caráter surrealista e onírico. A sua paleta de cores era rica e vibrante, e suas pinceladas eram expressivas e dinâmicas, conferindo vida e movimento às suas obras.
Ao longo de sua carreira, Carmo participou de várias exposições individuais e coletivas em Portugal e no exterior, consolidando sua reputação como um dos pintores mais talentosos e originais de sua geração.
A sua obra continua a ser celebrada e admirada por amantes da arte em todo o mundo, e seu legado perdura como uma contribuição significativa para a arte contemporânea portuguesa.
Infelizmente, António Carmo faleceu em 2010, deixando para trás um corpo impressionante de trabalho que continua a inspirar e cativar espectadores e críticos de arte até hoje.
Margarida Cepêda (Lisboa, 1959) é uma pintora portuguesa contemporânea, conhecida pela sua obra figurativa que explora temas como a polaridade feminina, o simbolismo e a espiritualidade.
Frequentou a Escola António Arroio e a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde concluiu o curso de Pintura em 1983.
Cita Leonardo da Vinci como referência fundamental, mas também reconhece a influência de paisagistas como Georges de La Tour, Turner e Friedrich, e de artistas como Manet, os pré-rafaelitas, Blake, os Simbolistas, Gustav Klimt, Mucha, Rodin e Brancuzzi.
A sua obra explora a polaridade feminina, retratando a mulher em diferentes estados e contextos, muitas vezes com um toque mágico e surrealista.
Combate o abafamento da pintura figurativa e utiliza o simbolismo para transmitir mensagens complexas e profundas sobre a vida, o universo e a espiritualidade.
A sua técnica é meticulosa e detalhada, com um domínio notável da luz, da cor e da composição.
Predominam as cores vibrantes, com destaque para o azul, o vermelho e o dourado, que criam uma atmosfera rica em simbolismo.
Realizou diversas exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, desde 1982.
Recebeu vários prémios e distinções, como o Prémio de Pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes (1983) e o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (1998).
A sua obra está representada em coleções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro.
Margarida Cepêda é uma artista singular que ocupa um lugar de destaque no panorama da pintura portuguesa contemporânea.
A sua obra, rica em simbolismo e espiritualidade, convida o observador a uma viagem introspetiva e a uma reflexão sobre a natureza humana e o universo.
Claustro do Mosteiro de Alpendurada (Marco de Canaveses) 1948
Paulo Gama (1905-1986)
Paulo Magalhães Dantas da Gama foi um pintor português nascido em 1905.
Ele destacou-se principalmente como paisagista, sendo reconhecido por suas representações de trechos urbanos e rurais.
A sua obra é caracterizada por uma abordagem impressionista e realista, capturando a beleza e a atmosfera dos locais que retratava.
Paulo Gama teve uma carreira prolífica, produzindo uma variedade de obras que refletiam a sua habilidade em capturar a luz, as cores e os detalhes da natureza.
Ele era conhecido por sua técnica apurada e pela capacidade de transmitir emoção e atmosfera em suas pinturas.
É evidente que Paulo Magalhães Dantas da Gama deixou um legado significativo no cenário artístico português como um pintor dedicado à representação da natureza e dos cenários urbanos e rurais de sua época.
As suas obras podem ser encontradas em coleções particulares e em acervos de instituições culturais.
Alfredo Cabeleira nasceu em Castelões, aldeia do concelho de Chaves.
Em 1987 inscreve-se no Instituto Parramon, Barcelona, onde frequentou e concluiu um concurso de desenho e pintura.
Posteriormente o seu trabalho transformou-se numa contínua procura de temos rurais. Desde então contam-se entre as diversas manifestações mais de duas centenas de exposições realizadas em vários pontos do país e do estrangeiro.
Em 1994, com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre, fundou a “Escola Grafiti de Iniciativa à Pintura”, onde exerce também a docência no âmbito do Desenho Artístico.
Muitas das suas obras fazem parte de coleções particulares.
Em 1996, foi-lhe atribuído o prémio de Pintura Flaviense 96 e o diploma de Mérito Artístico Podium 96.
Em 1999, patrocinado pela Câmara Municipal de Boticas, exerce durante 3 anos um curso básico de desenho e pintura nessa mesma localidade.
É sócio fundador da Associação “Amigos das Artes de Trás-os-Montes e Alto Douro”
É membro da Sociedade Nacional de Belas Artes.
É sócio fundador da Tamagani- Associação de Artistas Plásticos do Alto Tâmega e Val de Monterrei.Cabeleira é um artista importante da cena artística portuguesa contemporânea. A sua obra é original e inovadora, e explora uma ampla gama de temas e estilos.
O artista é um talento promissor, que tem o potencial de se tornar um dos grandes nomes da pintura portuguesa do século XXI.
Aqui estão alguns comentários de críticos de arte sobre a obra de Alfredo Cabeleira:
"A obra de Alfredo Cabeleira é uma celebração da beleza e da diversidade da vida. O artista tem um dom especial para capturar a essência do que é ser humano."
"As pinturas de Cabeleira são cheias de energia e movimento. O artista tem um talento natural para a narrativa, e as suas obras são sempre envolventes."
"A obra de Cabeleira é uma reflexão profunda sobre o mundo que nos rodeia. O artista é um observador atento da realidade, e as suas obras são sempre cheias de significado."
João Dixo (1941–2012) foi um pintor e educador português nascido em Vila Real, Portugal. Estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto de 1961 a 1966 e foi professor na mesma instituição de 1973 a 1997. Foi também bolseiro da Fundação Gulbenkian em 1975-77.
O trabalho de Dixo é caracterizado pela abstração, experimentação e comentário social.
Ele costumava usar materiais e técnicas não convencionais, como tinta spray e papelão, para criar suas pinturas.
O seu trabalho frequentemente explorou temas de identidade, memória e a relação entre arte e sociedade.
Em 1973, ele organizou uma polémica exposição intitulada "Pinturas canceladas", na qual destruiu muitos de seus primeiros trabalhos.
Em 1978, criou uma série de obras intitulada "Quem Pinta, Pinta-se", que trazia autorretratos abstratos e pessoais.
Em 1981, criou uma série de obras intitulada "Hum" (Hum), que apresentava pinturas monocromáticas de formas humanas.
Em 1986, criou uma série de obras intitulada "Vale da Parra", que apresentava paisagens da sua cidade natal, Vila Real.
A obra de Dixo integra as coleções do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão em Lisboa e do Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto.
Foi uma figura significativa da arte contemporânea portuguesa e é considerado um dos mais importantes artistas abstratos da sua geração.
O seu trabalho continua a ser exibido e estudado até hoje.
Artur José de Sousa Loureiro(1853-1932) foi um pintor português, natural do Porto. Considerado um dos mais importantes paisagistas portugueses do século XIX. A sua obra é marcada pela influência do naturalismo e do impressionismo.
Loureiro estudou na Academia Portuense de Belas Artes, onde teve como mestres Silva Porto e João António Correia.
Em 1876, com o apoio do Conde de Almedina, partiu para Roma para completar a sua formação. Na capital italiana, frequentou a Academia Romana e integrou-se no Círculo Artístico.
Em 1884, Loureiro emigrou para a Austrália, onde viveu durante 17 anos. Em Melbourne, casou-se com a pintora australiana Mary Turner e lecionou desenho e pintura na Presbyterian Ladies' College. Tornou-se também inspetor da Galeria Nacional de Vitória e membro da Australian Art Association.
Em 1901, Loureiro regressou a Portugal. Fixou-se no Porto, onde instalou o seu atelier no Palácio de Cristal. Dedicou-se principalmente à pintura de paisagens, especialmente da região do Minho e da Serra da Estrela.
A obra de Artur Loureiro é caracterizada pela sua luminosidade, pela sua paleta rica em cores e pela sua atenção aos detalhes.
As seus paisagens são frequentemente povoados por figuras humanas e animais, criando uma sensação de movimento e vida.
Artur Loureiro foi um artista de grande reconhecimento durante a sua vida. Recebeu vários prémios em Portugal e na Austrália, e as suas obras foram expostas em importantes galerias de arte internacionais.
A obra de Artur Loureiro continua a ser apreciada por críticos e público em geral. Considerado um dos mais importantes paisagistas portugueses, o seu trabalho influenciou gerações de artistas subsequentes.
A pintura apresentada:
A pintura representa a Praia de Moledo, no Minho.
É uma obra típica da fase final da carreira de Loureiro, caracterizada pela sua paleta vibrante e pela sua pincelada solta. A pintura capta a beleza da praia, com o seu mar azul e a sua areia dourada, e a presença de figuras humanas confere-lhe um toque de dinamismo.
Francisco Smith nasceu em Lisboa a 10 de outubro de 1881.
De ascendência inglesa por parte do pai e portuguesa por parte da mãe, viveu num ambiente familiar culto e abastado. O seu pai, William Smith, era um industrial com ligações à alta sociedade lisboeta. A sua mãe, D. Maria Adelaide de Magalhães e Meneses, era uma mulher culta e sensível à arte.
Frequentou o Liceu Pedro Nunes em Lisboa, onde revelou talento para o desenho.
Estudou na Academia Real de Belas-Artes de Lisboa, mas rapidamente se distanciou do ensino académico tradicional.
Em 1907, com 26 anos, partiu para Paris, a capital mundial da arte na época.
Na Cidade Luz, integrou a comunidade de artistas da "Escola de Paris", onde se relacionou com figuras como Picasso, Modigliani e Brancusi.
A obra de Francis Smith é caracterizada por um estilo singular que combina elementos do Fauvismo, do Cubismo e do Surrealismo.
As suas pinturas são vibrantes e expressivas, com cores fortes e formas distorcidas.
Os seus temas favoritos eram paisagens, naturezas-mortas, retratos e cenas da vida quotidiana.
Entre as suas principais influências, podemos destacar Paul Cézanne, Henri Matisse e Pablo Picasso.
A obra de Francis Smith pode ser dividida em três fases distintas:
- Fase inicial (1907-1914): marcada pelo Fauvismo e pela influência de Matisse.
- Fase intermédia (1914-1925): período de experimentação com o Cubismo e o Surrealismo.
- Fase final (1925-1961): retorno a um estilo mais figurativo, com foco em paisagens e naturezas-mortas.
Apesar de ter vivido a maior parte da sua vida em Paris, Francis Smith nunca deixou de se sentir português.
Participou em diversas exposições em Portugal e no estrangeiro, alcançando reconhecimento e sucesso.
Em 1946, foi galardoado com o Prémio Nacional de Pintura.
Em 1958, realizou uma grande retrospetiva da sua obra no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.
Francis Smith faleceu em Paris a 3 de dezembro de 1961, aos 80 anos de idade.
A sua obra está representada em museus e coleções particulares de todo o mundo.
Considerado um dos mais importantes artistas portugueses do século XX, Francis Smith deixou um legado único na história da arte moderna.
Tema: A pintura retrata o Carnaval de Veneza, um festival anual famoso por suas máscaras coloridas e fantasias elaboradas.
Composição: A pintura é dominada por duas figuras mascaradas que se posicionam em frente a um edifício veneziano. A figura à esquerda, vestida de azul e branco, usa uma máscara Colombina, enquanto a figura à direita, vestida de vermelho e dourado, usa uma máscara Arlequim. As duas figuras olham-se com sorrisos cúmplices, criando uma atmosfera de alegria e expectativa.
Cores: A paleta de cores da pintura é vibrante e festiva, com tons de vermelho, azul, amarelo e verde predominando. As cores vivas das máscaras e dos trajes contrastam com a arquitetura em tons de marrom e ocre do edifício ao fundo.
Técnica: A pintura é realizada em aguarela, uma técnica que permite a criação de efeitos translúcidos e luminosos. Mário utiliza a aguarela com maestria, criando uma obra leve e delicada que captura a atmosfera mágica do Carnaval de Veneza.
Interpretação: A pintura "O Carnaval em Veneza" de Mário Silva é uma celebração da alegria, da fantasia e do anonimato. A obra convida o espectador a mergulhar na atmosfera mágica do Carnaval e a perder-se na multidão de personagens mascarados.
Emoção: A pintura transmite uma sensação de alegria contagiante, entusiasmo e liberdade. O observador é convidado a participar da festa e a se deixar levar pela energia vibrante do Carnaval.
Conclusão: "O Carnaval em Veneza" é uma obra de arte que captura a essência de um dos eventos mais célebres do mundo. A pintura de Mário Silva é um convite à alegria, à fantasia e à celebração da vida.