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Pintura - Escolhas de Mário Silva

Pintura - Escolhas de Mário Silva

30
Set23

"Saída para o páteo", 1982 - Manuel António de Sotto-Mayor da Silva Amado (1938-2019)


Mário Silva

"Saída para o páteo", 1982

Manuel António de Sotto-Mayor da Silva Amado

(1938-2019)

S30 Saída para o páteo, 1982 - Manuel A. Sotto-Mayor da Silva Amado

Manuel António de Sotto-Mayor da Silva Amado nasceu a 13 de junho de 1938. Era o quarto de sete filhos do casamento entre o homem de letras e de teatro Fernando Alberto da Silva Amado e Margarida Abreu de Sotto-Mayor. Até aos 19 anos residiu com a família no palacete dos avós maternos, ao Campo Grande, o mesmo que hoje alberga o Museu de Lisboa. A memória desta grande casa, cheia de recantos, corredores e grandes janelas, surge regularmente na sua pintura, que se desenvolveu numa linguagem muito própria logo desde o início.

Contava que, aos 14 anos, uma tia lhe ofereceu um cavalete e tintas a óleo. Estimulado pelo ambiente cultural de que gozava em casa e no Colégio Moderno, que frequentou, começa a usá-las. Ao mesmo tempo, como ator amador, participa em peças de teatro sob a direção de Manuel Lereno e António Manuel Couto Viana. Terminado o liceu, ingressa em Arquitetura, que na época exigia uma sólida aprendizagem de desenho de estátua a carvão. Em 1957 já conhece a obra de Picasso e de Matisse, e sobretudo de De Chirico e dos surrealistas, com quem partilha tantas afinidades.

Manuel Amado, já casado com Maria Teresa Rosa Viegas, fará o serviço militar em Angola, conhecendo então Cruzeiro Seixas, com o qual manterá profunda amizade. É em Angola que começa a pintar memórias de espaços e jardins, estimulado, segundo dizia, pelas “saudades das suas realidades longínquas”.

Durante a década de 60, nascem os seus três filhos: o músico Rodrigo Amado, a arquiteta Rita Amado e a jornalista Joana Amado. Trabalha como arquiteto para os Hospitais Militares, Aeronáutica Civil e Hidrotécnica Portuguesa. Começa a expor com amigos, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, na Junta de Turismo da Costa do Sol e na Galeria S. Mamede. Orgulhava-se de ter vendido o seu primeiro quadro a Mário Soares, em 1982.

Embora se tenha tornado mais conhecido como pintor, o certo é que a arquitetura nunca deixou de moldar o seu interesse pelo espaço pintado. Disse, a certa altura, que foi desenvolvendo os seus “caminhos das pinturas”, estações de comboios, interiores, exteriores, palcos e bastidores, na relação que todos estes temas possuem com a arquitetura. E que sentia um enorme prazer em trabalhar com tudo aquilo que era construção humana.

Em 1984, participa como ator na peça de Almada Negreiros, Antes de Começar, levada à cena no antigo CAM da Gulbenkian. A pintora Lourdes Castro contracena com ele, marcando o início de uma longa amizade entre ambos. A partir de 1986 a sua obra começa a internacionalizar-se, primeiro nos Estados Unidos, em Washington, e mais tarde em Londres, Paris, Boston ou Pequim.

Mantém-se fiel aos temas que lhe interessam: as casas vazias, com sinais de uma presença que se ausentou há pouco, os jardins imaculados, naturezas-mortas reduzidas ao essencial, e mesmo, numa das suas últimas grandes exposições, cenários de teatro, personagens de cartão recortado que refletem, como num espelho, a ausência serena que transparece em toda a sua pintura. Sobre essas pinturas inabitadas disse em entrevista, a propósito da exposição Pintura, , no Centro Cultural de Cascais: “São sítios em que quase sempre não está ninguém, mas pode estar. São sítios utilizados pelas pessoas. Já não me lembro quem, mas alguém dizia o seguinte: ‘Percebo muito bem que o Manuel não ponha pessoas porque ele pinta o espaço, a luz, o sossego de um sítio. Se tivesse figuras, personagens, ia poluir a pureza do que se pretende'”.

29
Set23

"Vesicas Piscis" - Vieira Batista


Mário Silva

"Vesicas Piscis"

Vieira Batista 

S29 Vesicas Piscis - Viera Batista

Vieira Baptista Nasceu em Lisboa em 1954.

Luís Vieira- Baptista concorreu à ESBAL em 1972, mas troca por motivos militares o curso de arquitetura pelo de oficial Náutico da Marinha Mercante.

Posteriormente, frequentou o curso de desenho com modelo vivo na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa.

Sob a orientação de Quintino Sebastião, tendo participado na primeira coletiva em 1972 e em 1975 individualmente na Galeria do Casino Estoril.

Nos anos 80 radicou-se na Suíça (Zurique), o que lhe proporciona participações em exposições noutros países da Europa, no Canadá (Toronto) e nos Estados Unidos (Nova Iorque), o que o levam a criar um nome para o seu estilo de pintura: Visionismo.

Luís Vieira-Baptista foi agraciado em 2003 com a medalha de ouro de mérito Municipal, pela Câmara Municipal de Oeiras, pelos serviços de âmbito cultural prestados ao Concelho e ao país, no seguimento da implantação do monumento da sua autoria «A porta do Mar» – Nave Visionista, na Praia de Santo Amaro de Oeiras.

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28
Set23

Vacas, 1859 - Tomás da Anunciação


Mário Silva

"Vacas", 1859

Tomás da Anunciação  (1818 –1879)

S28 Vacas, 1859 - Tomás da Anunciação

Desde muito cedo revelou grande vocação para o Desenho.

Frequentou as aulas de Arquitetura da Sala do Risco do Arsenal e foi Praticante-desenhador no Museu de História Natural, ainda jovem.

Inscreveu-se na Aula de Desenho da Academia de Belas-Artes em 1837, e terminado o curso, que contestara pelo excessivo academismo e trabalho de atelier, dedica-se à litografia, a documentos de História Natural e à realização de pequenas telas de paisagem e animalismo, que vendia no incipiente mercado de arte português.

Realiza cópias de mestres estrangeiros para o conde de Rackzynski, ministro da Prússia na corte de Lisboa.

Também D. Fernando adquiriu várias obras suas. Encomendou-lhe a pintura Amores de aldeia, tema raro na pintura portuguesa, que introduzia uma importante vertente do romantismo português, dedicada à paisagem e observação dos costumes.

Nomeado professor substituto da cadeira de Paisagem da Academia, em 1852, com a obra Vista da Amora, efetivo em 58, com “A vista da Penha de França”, foi considerado pelos colegas o mestre da geração romântica.

Artista pouco estudado, refere o crítico Zacharias d’Aça que terá produzido cerca de quinhentas pinturas, na sua maioria paisagens, pintadas no local, fortemente influenciadas pelo paisagismo holandês do século XVII, promovendo uma estética introdutória do naturalismo, por oposição ao academismo classicista.

27
Set23

"Boa noite" - Letícia Zamora


Mário Silva

"Boa noite"

Letícia Zamora

S27 Boa noite_Letícia Zamora

Licenciada em Artes Plásticas pela ULL e especializada na área da ilustração, esta artista tem mantido uma ligação estreita com o mundo do desenho infantojuvenil, especialmente com lendas, fantasias e mitos.

É formada em Belas Artes pela Universidade de La Laguna, com especialização na área de ilustração. Entre as suas obras, destaca-se a estreita ligação que mantém com a ilustração infantojuvenil.

Ao longo dos anos, sua inclinação artística tendeu para o gênero fantasia, bem como para lendas e mitologia. São seres de outro mundo ou melhor, os seres que povoam as nossas casas, mas que só os mais pequenos veem.

Ele também fez designs de jogos de video, discos musicais, pósteres e ilustrações em vários festivais de histórias. O seu trabalho foi exibido em inúmeras exposições coletivas e individuais em vários municípios de Tenerife.

26
Set23

"Síntese Formal", 1970 - Justino Alves


Mário Silva

"Síntese Formal", 1970 

Justino Alves

S26 Síntese Formal, 1970 - Justino Alves

Rogério Amaral, pintor, nasceu em Lisboa, a 23-04-1917, e faleceu na Freguesia de Costa da Caparica (Almada), a 12-04-1996.

 Foi um Pintor expressionista e impressionista que no seu Atelier da Avenida da Liberdade, nos intervalos da Fábrica de Sant’Ana, pintou quadros em que também focava esta cidade, realizando a sua 1ª Exposição em 1954 na Galeria de Março.

Este Artista que afirmava que «Pintar é um ato de felicidade».

 Em 1959, ganhou o 1º Prémio Silva e a 2ª Medalha da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa.

Está representado no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, nos Museus Municipais de Lisboa, Almada, Mirandela e Loures, no Museu de Sófia (Bulgária) e no Centro de Arte Moderna de Caracas (Venezuela).

25
Set23

"Nu feminino", 1981 - Rogério Amaral


Mário Silva

"Nu feminino", 1981

Rogério Amaral (1917-1996)

S25 Nu feminino, 1981 - Rogério Amaral

Rogério Amaral, pintor, nasceu em Lisboa, a 23-04-1917, e faleceu na Freguesia de Costa da Caparica (Almada), a 12-04-1996.

 Foi um Pintor expressionista e impressionista que no seu Atelier da Avenida da Liberdade, nos intervalos da Fábrica de Sant’Ana, pintou quadros em que também focava esta cidade, realizando a sua 1ª Exposição em 1954 na Galeria de Março.

Este Artista que afirmava que «Pintar é um ato de felicidade».

 Em 1959, ganhou o 1º Prémio Silva e a 2ª Medalha da Sociedade Nacional de Belas-Artes de Lisboa.

Está representado no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, nos Museus Municipais de Lisboa, Almada, Mirandela e Loures, no Museu de Sófia (Bulgária) e no Centro de Arte Moderna de Caracas (Venezuela).

24
Set23

"Meninos na Praia", 1983 - Adelino Angelo


Mário Silva

Meninos na Praia, 1983

Adelino Angelo

S24 Meninos na Praia, 1983 - Adelino Angelo

Adelino Ângelo

Nasci a 8 de novembro de 1931 no Solar de Lamas em Vieira do Minho, residência dos meus pais.

Passados dias, fui viver com os meus avós em Guimarães pelo motivo do meu pai ser Juiz e Conservador do Registo Predial, que não o permitia ter residência permanente.

Estudei desde a Escola Primária até ao sétimo ano (décimo segundo actual) em Guimarães; como os meus pais não queriam que eu seguisse as Artes, aos 17 anos fui para Lisboa e como era excelente a desenho, conseguia vender todos os trabalhos que fazia e com o dinheiro obtido, paguei os meus estudos na Escola Superior de Belas Artes em Lisboa, a alimentação e a estadia na Pensão do Chiado.

De 1957 a 1961, fui Designer para várias empresas de estamparia no sector das sedas para alta-costura.

De 1961 a 1974, fui convidado para Professor na Escola Comercial e Industrial Francisco de Holanda em Guimarães. Fui o único Professor em Portugal que enriqueceu o património de uma escola, com painéis dos Reis e Personagens do Estado, para imbuir no espírito dos alunos, o interesse pela Cultura. Estas obras foram pintadas gratuitamente a pedido do Director, visto que mais nenhum dos meus colegas o fez, dizendo que não sabiam fazer mãos e caras, assim como a interpretação da anatomia psicológica.

De 1974 a 1980 fui forçado a refugiar-me em Espanha, porque em 1974 fui agredido e insultado por alguns colegas, pelo facto de ter pintado o Professor Dr. António Oliveira Salazar e os membros do governo da altura.

Toda a minha obra é vincada pela fusão da emoção, realização, originalidade e sentido de criação, tornando-se desta forma num ambiente amargo, mas ao mesmo tempo atento para os olhos de quem a contempla.

Na opinião de vários críticos de arte portugueses e estrangeiros (César Príncipe, Sérgio Mourão, José Gomes Ferreira, Francisco Pablos, José Alvarez, Pierre Lazareff, Guido Arturo Palomba, etc...), sou considerado o maior intérprete da Vida Cigana, opiniões estas inscritas em vários livros em Portugal e no Estrangeiro. Esta opinião também é partilhada por diversos colecionadores.

A minha pintura é a consciência sentida a meu modo, daí que sou o protagonista de uma obra dramática, por ser o criador.

O desenho é considerado a trave mestra da pintura, por isso minha obra é didática, pedagógica e científica, porque se assim não fosse, nunca poderia ter sido ser o Pintor "Universal".

Mediante esta pequena descrição sobre as minhas telas, o que é mais importante é conduzir a sociedade à sua purificação, onde existem enormes desigualdades e fraturas sociais.

Se continuo a pintar a dor do ser humano, loucura e os nómadas, então a minha pintura encaixa em pleno no “modernismo”, não fossem estas as características mais vincadas da sociedade onde me insiro.

Usando palavras de meus críticos, comprovam que sou um psicanalista universal, enquanto o seu humano existir, a minha obra está sempre atualizada.

Salientando a pobreza social tomei a opção de pintar os “Cristos”, figuras humanas que fazem da rua os seus leitos, camas agrestes que o tempo faz doer.

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22
Set23

"Retrato da Josefa (d’Ayala) de Óbidos" 1971 - António Areal


Mário Silva

"Josefa com o brinco" ou

"Retrato da Josefa (d’Ayala) de Óbidos" 1971

António Areal

S22 Josefa com o brinco ou Retrato da Josefa (d’Ayala) de Óbidos no dia da sua admissão, 1971 - António Areal

António Santiago Gonçalves Areal e Silva (Porto, 1934 — Lisboa, 1978) foi um artista plástico e pintor português.

Com uma obra e uma vida relativamente curtas, António Areal destaca-se no panorama da arte portuguesa da segunda metade do século XX como figura charneira na transição do surrealismo ortodoxo para o gestualismo e, depois, para um novo tipo de figuração em ligação crítica com a arte Pop e o Nouveau réalisme. É o pai da artista plástica Sofia Areal.

Desde pequeno sofre de grave insuficiência cardíaca, o que irá condicionar toda a sua vida, limitando as suas capacidades físicas. Areal não conclui o ensino secundário nem realiza qualquer preparação artística especializada. A sua formação autodidata fica marcada por interesses literários e filosóficos, influenciando o modo como a sua carreira como artista plástico se desenrolará em paralelo com um longo e diversificado trabalho de reflexão teórica.

Em 1954 participa em exposições coletivas e em 1956 expõe individualmente pela primeira vez. Em 1957, quando conta apenas 23 anos de idade, é-lhe atribuído o prémio de desenho na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Na sequência desta distinção, em 1960 recebe uma bolsa de estudo, partindo no ano seguinte para S. Paulo, onde reside até 1962. O ano de 1964 marca uma intensificação da sua atividade artística. Em 1965 recebe o Prémio de Pintura da Casa da Imprensa e em 1967 é um dos representantes de Portugal na IX Bienal de S. Paulo. No ano seguinte recebe o Prémio de Desenho no 3º Salão Nacional de Arte Moderna, organizado pelo SNI.

Apesar de a carreira de Areal não ter sido muito longa – pouco mais de duas décadas –, a sua obra é rica e diversificada, estabelecendo, a nível plástico e teórico, um diálogo particularmente lúcido e produtivo com a arte do seu tempo. Não poderemos inscrevê-la num movimento específico, mas é possível "ligar o seu percurso ao desenvolvimento de correntes artísticas internacionais bem determinadas e explicar as suas atitudes em função dos condicionalismos do meio nacional"; é particularmente relevante, desde o início, a sua ligação ao universo surrealista e encontraremos, "em todas as suas fases, exemplos das derivações ou ultrapassagens dos pressupostos imagéticos e principalmente metodológicos do surrealismo histórico".

Na fase inicial esta relação é manifesta em obras como Homenagem a Fernão Mendes Pinto, onde a paisagem, desolada e fantasmática, é omnipresente. Nestes espaços abertos desabitados, "pontuados de escarpas descarnadas e agressivas, transfigurados por sombras", "o tempo é um tempo para além da história, simultaneamente passado e futuro, como se vivêssemos as ruinas de um tempo de ficção".

No início da década de 1960 vê-lo-emos aproximar-se das tendências gestuais, francesas ou norte-americanas, "mas a recusa da pura abstração fê-lo retomar, ainda na primeira metade de 60, um cruzamento de soluções figurativas e abstratas nacionalmente conotado com a «nova figuração» e internacionalmente ligado a movimentos que têm componentes neo-dada, como sejam a Pop Art anglo-saxónica e o «Nouveau realisme» francês". É dentro deste quadro de referências que irão desenvolver-se as fases posteriores da sua obra.

21
Set23

"Aldeia com figura" - Fortunato Anjos (1908-2000)


Mário Silva

"Aldeia com figura"

Fortunato Anjos (1908-2000)

S21 Aldeia com figura - Fortunato Anjos

Fortunato Anjos nasceu em Lisboa em 1908, e durante o seu percurso artístico foi discípulo de Mário Augusto.

Teve a oportunidade de a partir de 1930, expor na Sociedade Nacional de Belas Artes.

Destacou-se pelos prémios que recebeu na SNBA e o prémio Silva Porto do Secretariado Nacional de Informação.

O pintor faleceu em 2000 e caracterizou-se por ser um pintor naturalista, com pinceladas fortes que indicavam movimento.

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